Você certamente já ouviu a frase acima, seja na sua vida profissional ou pessoal. É mais comum ouvi-la nas empresas, quando surge a necessidade de demissão de algum colaborador ou quando este solicita seu desligamento.
Mas você já parou para pensar na veracidade desta afirmação? Convido você a analisar esta questão observando informações de vários campos de estudo.
Comecemos pela questão biológica e genética: uma matéria publicada na Revista Galileu em agosto de 2012, informou que na nossa espécie há uma quantidade incrível de variações. E já há muitas tecnologias para confirmar identidades, que nos fazem descobrir qualidades que tornam cada um de nós especial. Algumas, como DNA e digitais, são óbvias. Mas há também outros aspectos únicos também como voz, olhos, o fato de ternos umbigo, ondas cerebrais, etc.
No campo da psicologia, estudos demonstram que há três fatores que contribuem para sermos únicos: a partir da nossa identidade nos caracterizamos e nos tornamos pessoa com nome, idade, profissão, sexo, etc. Já a nossa subjetividade nos torna particulares e individuais. E através de nossa singularidade, nos tornamos distintos, singulares e específicos, capazes de nos salientarmos uns dos outros.
Considerando o campo holístico, cada um de nós é uma rede única de energias, harmoniosamente entrelaçadas a todas as outras pessoas, formando o universo.
Espiritualmente falando, (respeitando os credos de cada pessoa, obviamente!) Deus conferiu a cada um, uma missão específica que somente esta pessoa poderá executar. Sua vida não seria um mero acaso e você estaria aqui para cumprir esta missão que é só sua.
Ora, se eu tenho um DNA e digitais diferentes de todas as outras sete bilhões de pessoas espalhadas pelo mundo, se tenho minha identidade, minha subjetividade e singularidade, que fazem de mim a Carla que sou, se tenho o meu umbigo, diferente de qualquer outro umbigo, se tenho uma missão única que somente eu poderei executar, estaria realmente correto afirmar que posso ser substituída?
Teoricamente sim. Outra pessoa até pode me substituir, fisicamente. Mas nunca será eu. Ou seja, poderá fazer as mesmas atividades que eu fazia de maneira melhor, pior ou até mesmo bem parecido. Mas exatamente igual, nunca será. Poderá até ter um mesmo nome, ou a mesma idade e gostos bem parecidos. Mesmo assim, não será exatamente igual. Poderá ocupar o mesmo espaço que eu ocupava e usar os mesmos recursos. Ainda assim, não será igual a mm. Nossos talentos são únicos e, quando aliados à nossa forma própria de agir, conferem valor diferenciado que somente nós podemos auferir.
Em uma empresa, cada colaborador tem seu (s) talento (s). Cabe aos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como melhor aproveitá-los, reconhecendo seus pontos fortes e não apenas se movimentando em relação aos seus pontos fracos. Profissionais até podem ser substituídos. Pessoas, não.
Roberto Shinyashiki escreveu: “naqueles dias em que tudo parece dar errado e aquela angústia toca seu coração, lembre-se que você é insubstituível no coração dos seus filhos. Quem dará um beijo de boa-noite em seu lugar se você faltar? Você é insubstituível na vida de sua companheira. Com quem ela desabafará na hora da tristeza? Você é insubstituível na carreira de seus colaboradores. Quem dará os conselhos que você dá a cada um deles?”
Então, SIM, sua mãe estava certa quando dizia que você é muito, muito especial. Ninguém é insubstituível, mas alguns são indispensáveis.
Pense nisso.

Carla Oliveira
Coach – Porto & Oliveira